terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estudantes brasileiros voltam a lutar


Quem disse que sumiu?
Ô abre-alas que o novo movimento estudantil quer passar

Os estudantes no Brasil voltaram a lutar. Desde 2007/2008, último processo forte e generalizado que teve no movimento estudantil brasileiro, não vivíamos uma situação como a atual. Seguiram havendo pequenos protestos, lutas localizadas em algumas cidades, universidades e escolas. Atualmente, não chegamos a nenhum grande ascenso, mas desde o começo do semestre já houveram pelo menos 15 universidades em luta, e já é possível enxergar o que unifica os processos atuais e faz deles expressão da mesma causa. Mais ainda: em Teresina e outras cidades, a juventude foi às ruas contra o aumento da passagem, em defesa do Passe-Livre, e no Piauí em uma heróica luta fez o prefeito recuar no reajuste da tarifa. Longe de ter sumido, o movimento estudantil está mostrando que ainda será agente de futuras transformações no país.

Caindo a máscara da expansão
Nos últimos anos, o movimento estudantil independente esteve bastante preocupado com os rumos da universidade pública. O governo Lula, desde 2004, começou a implementar a Reforma Universitária, que teve como ápice a aplicação do decreto 6096 de abril de 2007, mais conhecido como REUNI. O projeto como um todo tratava por adequar o Brasil à outra lógica de formação no ensino superior. A partir de uma expansão das vagas sem aumento significativo de verbas, seriam formados alguns poucos centros de excelência, com produções de conhecimento com muita inserção de empresas privadas, além de outras universidades formadoras de mão-de-obra de média qualificação, que pudesse ocupar postos de trabalho mais precários, e que simplesmente não contassem com o devido investimento para condições mínimas de funcionamento. As universidades teriam dois caminhos possíveis: ou a elitização, ou a expansão precarizada.
O governo, portanto, realizou nesses últimos anos uma série de medidas provisórias, decretos, projetos de lei que acabaram por aprofundar a precarização. A expansão significou a entrada de milhares de jovens que sonhavam com uma universidade que não encontraram depois de passar no duro funil do vestibular. Serviram mais como números estatísticos do que um investimento para o país. Agora, a frustração está se transformando em ação. Uma parcela desses jovens, junto com outros que lutaram contra a aplicação do projeto, começaram a se mobilizar para mudar essa realidade. Foram esses que estiveram à frente das grandes assembléias, greves, atos e/ou ocupações de reitoria – fazendo renascer o mais usado método de luta de 2007 – na UFPR, UEM, UFSC, UNIFESP, IFBA, IFG, UFF, UFES, UFRN, UFAL, USP-Lorena… Nas demais, já há um clima diferente e começam a haver pequenas lutas.
Na maioria dessas mobilizações, a principal pauta está relacionada com (a falta de) assistência estudantil. Especialmente problemas com restaurante universitário, moradias estudantis e as poucas bolsas de baixo valor (a grande maioria 360 reais). Além disso, são generalizados problemas de estrutura e lacunas no quadro de professores e servidores. Esses problemas já vêm se acumulando há anos nas universidades, mas por conta do aumento no número de alunos e a falta de investimento necessária, se agravaram muito. A parte boa é que agora, tem muito mais estudante pra lutar por melhorias.

Em cada reivindicação específica está contida a necessidade de 10% do PIB para a educação
Desde o início do ano, entidades e movimentos sociais do país retomaram uma antiga bandeira da esquerda, a reivindicação do investimento de 10% do PIB brasileiro para a educação pública. A razão é que em 2010, concluiu-se a implementação do antigo Plano Nacional de Educação, que previa 295 metas das quais 2/3 não foram cumpridas. Agora está tramitando uma nova versão, elaborada pelo governo Dilma, que prevê 20 metas que orientam como será a educação brasileira para os próximos 10 anos, e na última, o quanto será investido para isso: 7% do PIB, atingidos em 2020.
Indignados com a situação que nos encontramos hoje, onde há um grande crescimento econômico e abundância de riquezas naturais (e novas sendo descobertas, como o Pré-Sal) e boa parcela da população é analfabeta e a grande maioria não pode sequer entrar na universidade, resolvemos ir à ação. Começou a ser construída uma campanha unificada nacionalmente, na qual a ANEL se uniu ao ANDES, CSP-CONLUTAS, MST, MTST, e diversas entidades estudantis, como o DCE UFRJ, UFF, UFRGS, etc, em defesa do investimento de 10% do PIB para a educação pública.
Cada problema vivido hoje nas universidades, e também nas escolas, na falta de passe-livre, de qualidade no ensino, de mais vagas, está relacionado ao problema do baixo investimento em educação feito pelo governo federal. Por isso que as lutas que hoje estão se desenvolvendo tiveram em sua pauta a reivindicação dos 10% do PIB para a educação. E necessariamente, acabam por se opor ao novo PNE de Dilma e Fernando Haddad – ministro da Educação.

A luta vem, a UNE some: o Novo pede passagem
Em cada um desses processos, mais uma semelhança: a ausência da União Nacional dos Estudantes. Comprometidos com a política educacional do governo e, especialmente, com o novo PNE de Dilma e Haddad, a UNE mostra que a defesa que faz dos 10% do PIB para a educação tende a ficar só no discurso.
No dia 24 de agosto, movimentos sociais da esquerda brasileira organizaram uma grande Marcha em Brasília que reuniu mais de 20 mil e questionou a política econômica do governo federal, na qual o crescimento econômico não reverte em melhorias nas condições de vida dos trabalhadores. A ANEL esteve presente, com mais de 1000 estudantes, entoando cantos de defesa da educação, de apoio à luta dos estudantes chilenos, e depois rumou ao Ministério da Educação, promovendo sua 5ª blitz da educação com o “Caça-Haddad”. Nos reunimos com o Ministro e sua equipe, e junto com uma comissão de DCEs e representantes das lutas em curso, apresentamos nossas reivindicações.
Apesar dos chamados da ANEL, a UNE preferiu não se somar à Marcha e construir a sua própria no dia 31, que sequer contou com a participação efetiva da Oposição de Esquerda da UNE. Sem a presença dos estudantes das universidades em luta, sem refletir um processo de construção pela base e sem qualquer crítica à política educacional do governo que corta verbas da educação e privilegia o ensino privado, a bandeira dos 10% do PIB acabou vazia de conteúdo.

É hora de construir os Comitês, um grande 15 de Outubro e o Plebiscito Popular em novembro!
A Campanha Nacional já está se desenvolvendo em cada Estado. No Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia e outros estados, já foram formados os Comitês Estaduais de campanha, que promoveram lançamentos com a presença de sindicatos dos profissionais da educação, seções do ANDES-SN, professora Amanda Gurgel, executivas estaduais da ANEL, etc. Cada vez mais entidades se comprometem com a campanha e, especialmente, com a construção do Plebiscito Popular na primeira quinzena de novembro, que poderá coletar milhões de votos dialogando com o conjunto da população brasileira.
Uma importante iniciativa da Campanha será a organização de um grande 15 de Outubro. Está sendo chamado pelo movimento 15-M da Espanha um dia mundial de ocupações de praça para o 15 de outubro, e além disso, aqui no Brasil é o tradicional Dia do Professor, que sempre acontece protestos em defesa da educação. Queremos canalizar para este dia todas as manifestações que vem se desenvolvendo em nosso país, como a luta contra a Corrupção, contra Belo Monte e o Código Florestal, de combate às Opressões e pelo kit anti-homofobia, de denúncia às obras superfaturadas da Copa, aos desvios de dinheiro e remoções forçadas e pelo Fora Ricardo Teixeira, e também é claro, em defesa dos 10% do PIB para a educação.
Nos meses de setembro e outubro irão acontecer as Assembléias Estaduais da ANEL e é muito importante que os estudantes livres planejem como será o desenvolvimento da Campanha Nacional na sua universidade e escola, como podemos incentivar os processos de luta, e como a ANEL colocará suas forças à serviço do fortalecimento dos comitês, da construção do 15-O e do Plebiscito Popular.


Por Executiva Nacional da ANEL - Assembléia Nacional dos Estudantes Livre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Moção de apoio à ocupação das reitorias da UFPR, IFBAs, UFSC, UFMS,UEM, UFF, UFES e UFS.

O Centro Acadêmico de Serviço Social da Ufpa vem solidarizar-se aos estudantes da UFPR, IFBAs, UFSC,UFMS, UEM, UFF, UFES e UFS que hoje ocupam a reitoria de sua universidade, apoiando sua luta por democracia, por educação pública e gratuita, por 10% do PIB já e contra o PNE do Governo Dilma.

No calor das lutas internacionais, como a dos estudantes chilenos, nos indignamos com a precarização da Universidade Pública brasileira e com a criminalização feita pelo Governo Dilma e seus representantes nos Estados contra quem vem denunciando essa dura realidade como fazem, hoje, os servidores em greve. Da mesma forma repudiamos o posicionamento autoritário das Reitorias que no afam de quererem nos calar usam de todo tipo de medida, inclusive a repressiva. Querem nos impedir de discutir os rumos de nossa universidade. O que não aceitaremos.

Por tudo isso nossa luta hoje é a mesma seja ai na UFPR, IFBAs, UFSC,UFMS, UEM, UFF, UFES e UFS, aqui na UFPA ou em todo o Brasil. Estamos juntos e torcemos por suas vitórias.

Saudações estudantis...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ocupação da UEM leva 2 mil às ruas de Maringá (por executiva ANEL)


Ocupação da UEM leva 2 mil às ruas de Maringá
“A UEM não vai embora, a UEM não vai embora!”
Ocupação Manuel Gutierrez, da UEM, só se fortalece

No dia 25 de agosto, enquanto realizávamos a V Assembléia Nacional da ANEL, os estudantes da Universidade Estadual de Maringá realizaram um ato de mais de 500 que rumou à reitoria, a quem eram dirigidas as reivindicações. Chegando lá, o reitor Júlio Prates, não concedeu nenhuma resposta convincente e a decisão foi unânime: ocupar a reitoria. Com algum enfrentamento com a segurança da universidade (que chegou a usar armas de choque!), os estudantes entraram e ocuparam. Desde então, o movimento só se fortaleceu. A ocupação foi nomeada de Manuel Gutierrez, uma homenagem ao estudante chileno de 14 anos que morreu por conta da truculenta repressão do governo Piñera; seu “crime” foi lutar em defesa da educação gratuita e de qualidade. A homenagem deixa claro a referência que é a luta da juventude chilena e todo o mundo para o movimento da UEM, e um incentivo que se fortaleça.
As reivindicações não diferem muito da realidade do restante das universidades. O ano começou com um corte no orçamento do Estado, realizado pelo governo de Beto Richa (PSDB), de 38% na verba de custeio das universidades estaduais, um montante de quase 15 milhões de reais. Para a UEM, esse corte significou 2,9 milhões de reais. Concretamente, significa filas gigantescas no Restaurante Universitário (“ei, Julio – reitor – vai comer no RU!”), estudantes submetidos à “bolsas-trabalho”, nenhuma moradia na universidade, campus do interior sem nenhuma condição estrutural, falta enorme de professores e servidores, e por aí vai…
A luta dos estudantes têm ganhado cada vez mais o apoio da comunidade acadêmica. Professores e servidores construíram uma Carta de apoio à ocupação, coletando dezenas de assinaturas. Nesta terça-feira, dia 30 de agosto, foi construído um enorme ato pelo DCE e o movimento da ocupação, com cerca de 2 mil estudantes. Contou com a presença de trabalhadores em apoio, como a oposição da APP (profissionais da educação), vinculados à CSP Conlutas. A Comissão Executiva da ANEL esteve presente na grande manifestação, e fez uma saudação pela entidade de apoio à luta, ressaltando a importância de se massificar e estar em unidade com estudantes de todo o Brasil, na batalha pelos 10% do PIB pra educação.
Paralelamente ao ato, uma comissão de 4 estudantes foi se reunir com o Secretário de Ciência e Tecnologia, que representava o governo estadual de Beto Richa numa mesa de negociação. Na reunião, ficou evidente a postura defensiva do governo. Com o famoso discurso da demagogia, se mostraram solícitos em ajudar, mas na prática pouco se avançou. Saiu de lá mais compromissos do que questões concretas, mas ainda assim, a reunião sinalizou uma vitória grande do movimento. O governo anunciou que irá reverter o corte dos 2,9 milhões com um repasse do orçamento estadual, e sobre as demais reivindicações, garantiram a adesão de um novo ônibus para universidade, acabar com as bolsas alimentação (onde o estudante tem que trabalhar no RU ganhando apenas o direito de comer de graça, uma refeição que custa R$1,60) e garantir quentinhas para os campi do interior. Fora isso, o resto foi sem prazos e com promessas. Os estudantes marcaram então uma nova Assembléia Geral para discutir, em base a negociação feita, os próximos passos do movimento.
Um aspecto surpreendente foi o compromisso, por parte do governo, de enviar um pedido ao Ministério da Educação de investir 10% do PIB na educação brasileira. Esta é, talvez, a maior expressão da defensiva que o governo do estado do Paraná se encontra no momento. Foi colocado contra a parede pelo movimento estudantil, e parece que agora, ou atende os estudantes, ou não terá muita escapatória.
É evidente que a luta da UEM se soma, em suas pautas e em seus métodos, às mobilizações que estão pipocando em todo o país. De uma semana pra outra, as lutas se fortaleceram muito e ao que tudo indica, teremos um semestre de grandes embates. A ocupação da reitoria da UEM, para conseguir uma vitória final, precisa agora se somar a essa onda de lutas em todo o Brasil e massificar suas reivindicações. Só com muita unidade com professores, servidores e com os estudantes de todo o país, além de evitar ao máximo o isolamento da ocupação e buscar a adesão de cada vez mais estudantes da universidade, é possível vencer. O que é bonito de se ver é que não há mais quem diga que sumiu: aqui está presente o movimento estudantil.

Mande MOÇÃO DE APOIO da sua entidade à Ocupação de Reitoria Manuel Gutierrez para os emails:

domingo, 14 de agosto de 2011

ANEL entrega Manifesto dos 10% do PIB a Lula


Nesta última sexta, dia 12 de agosto, um grupo da ANEL-ABC foi até um evento que contava com a presença de Lula e Fernando Haddad, ministro da educação, e entregou em mãos o Manifesto pelo investimento de 10% do PIB para educação pública. Uma importante iniciativa da entidade, como parte da Campanha Nacional que está sendo articulada por diversas entidades e movimentos, e que terá seu grande lançamento nacional no dia 24 de agosto, na Marcha em Brasília.

Segue abaixo a matéria que saiu na internet:

Lula e Haddad são recebidos com manifesto que pede investimento de 10% do PIB na educação
Ex-presidente e ministro estiveram na 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo
Do R7

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, receberam de estudantes nesta sexta-feira(12)  um manifesto que pede investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação do país.
Lula e o ministro visitaram hoje a 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo, que acontece no Pavilhão vera Cruz. Durante a visita, os políticos participaram de uma roda de leitura, onde leram trechos de livros para as crianças participantes do evento.
Os seis manifestantes, ligados à ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), levaram cartazes e conseguiram entregar a carta quando os políticos do PT se encaminhavam para a sala de imprensa.
De acordo com a professora Bruna Sartori, de Santo André, que entregou o documento, Lula disse que a presidente Dilma vai usar o dinheiro do pré-sal para aumentar os gastos com educação.
- Entreguei o jornal [da Anel] a Lula e ele disse que a [presidente] Dilma vai investir na educação com o dinheiro do pré-sal. Depois riu. Acho que nem ele acredita nisso.
No manifesto, os estudantes lembram que, em 2000, o Congresso Nacional já havia aprovado o investimento de 7% na Educação, como parte do último PNE (Plano Nacional da Educação). Por isso, o texto critica a nova proposta do governo, que promete investir apenas 7% do PIB até 2020
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CASS-UFPA RUMO A JORNADA NACIONAL DE LUTAS!!! 10 % DO PIB JÁ!!! CONTRA O PNE DO GOVERNO DILMA!!!

   Por todo o país temos assistido ao crescimento das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras. As mobilizações atingem o setor da educação, o metalúrgico, da construção civil, mineração, dos servidores municipais, estaduais, buscando melhorar seus salários e condições de trabalho. Os servidores públicos federais lutam pela valorização do serviço público e pela melhoria dos seus salários. Bombeiros e policiais de praticamente todos os estados cobram melhores salários e condições de trabalho. Os estudantes lutam por um ensino público de qualidade e direito ao transporte.  
   As empresas aumentam o ritmo de trabalho, impõem jornadas estafantes, aumentando os acidentes e doenças do trabalho. Autoridades do governo dizem que é preciso segurar os aumentos dos salários por causa da inflação, o que soa como música nos ouvidos dos empresários. Os governos federal, dos estados e dos municípios, dizem que não há recurso para aumentar o investimento na saúde, na educação, na moradia e no transporte.Cada vez mais as universidade estão sendo precarizadas com os sucessivos cortes de verba na educação.Só na UFPA 10% do orçamento público foi brutalmente cortado, sem opinião da comunidade acadêmica, refletindo na redução das ajudas de custo e ajuda de passagens para eventos acadêmicos e do movimento estudantil,não pagamento de alguns bolsistas,etc.
   Por isso, várias entidades e movimentos assinaram um manifesto conclamando toda a classe trabalhadora e a juventude do nosso país para que unamos as nossas lutas e os nossos esforços, para aumentar a pressão sobre os empresários e sobre os governos federal, estaduais e municipais. Essa desigualdade e essa injustiça não podem continuar.
   Queremos fortalecer cada uma das lutas que estão em curso. E, mais que isso, queremos unir todas elas em uma grande jornada nacional de lutas entre 17 a 26 de agosto de 2011. E com uma grande manifestação em Brasília dia 24 de agosto. Na UFPA no dia 18 estamos convidando todos para um forte ato no RU-BÁSICO junto com demais Ca´s e o DCE UFPA nessa luta
   O CASS-UFPA participou do 1º Congresso da Assembléia Nacional dos Estudantes Livre, onde foi encaminhado  o eixo da campanha para o conjunto do movimento estudantil, por isso apoiaremos e estaremos na  Jornada Nacional de Lutas enviando integrantes a favor dos direitos dos trabalhadores(as),dos 10% do PIB pra educação já!!! Contra o PNE do Governo Dilma!!! 


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Seminário de Lançamento do Programa Nacional de Incubadoras 16 e 17 de junho

Incubadora de Cooperativas da UFPA lança Programa Nacional de Incubadoras 2011
O lançamento acontece nos próximos dias 16 e 17 de junho durante Seminário sobre “A experiência das incubadoras universitárias de economia solidária”.

A Incubadora de Cooperativas Populares e Empreendimentos Solidários da UFPA realiza nos dias 16 e 17 de junho (quinta e sexta-feira), o Seminário de Lançamento do Programa Nacional de Incubadoras (PRONINC-2011). Com o tema “A experiência das incubadoras universitárias de economia solidária”, o evento busca fazer um diálogo com as incubadoras dos diversos campi da UFPA e com a comunidade acadêmica sobre as estratégias e as metodologias de incubação, além de mostrar a importância das incubadoras para o desenvolvimento de renda e trabalho nas regiões em que são instaladas.
Na quinta-feira (16), o evento é dirigido a incubadoras recém-formadas e aos empreendimentos econômicos solidários atendidos por elas, como é o caso das incubadoras dos municípios de Altamira, Breves, Marabá e Bragança. Pela parte da manhã, a palestra será sobre “Metodologia de Incubação” e será ministrada pelo profº Adebaro Alves dos Reis. Já à tarde, o profº Armando Lírio falará sobre “Planejamento para Incubação de Incubadoras”. O objetivo desse primeiro dia é discutir estratégias de incubação que possibilitem autonomia às incubadoras já existentes.
Na sexta-feira (17), o seminário é aberto à comunidade acadêmica, que terá a oportunidade de participar de mesas redondas para entender melhor o papel e a importância das Incubadoras Solidárias de Instituições de Ensino Superior (IES). Pela parte da manhã os professores Salomão Hage, Oscar Barros e Mariluce Souza iniciarão um debate sobre “Educação, Trabalho e Economia Solidária: experiências e perspectivas de articulação”. À tarde é a vez do profº Farid Eid discursar sobre “A importância do desenvolvimento organizacional na gestão de empreendimentos de economia solidária”
As palestras acontecerão no auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), sempre das 8h às 12h e das 14h às 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até a hora do evento. Confira a programação aqui. Para mais informações, ligue: 3201-7685.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Palestrantes:
Profº Adebaro Alves dos Reis – mestre em planejamento, doutorando em desenvolvimento sustentável, IFPA – Castanhal.
Profº Armando Lírio de Souza - mestre em planejamento, doutorando em desenvolvimento Rural, PITCPES – ICSA – UFPA.
Profº Salomão Hage – doutor em educação, GEPERUAZ – ICED – UFPA e Fórum Estadual de Educação do Campo.
Profº Oscar Barros – mestre em educação, campus de Cametá – UFPA.
Profª Mariluce Paes de Souza – doutora em ciências socioambientais, incubadora de EES da Universidade Federal de Rondonia, diretora do Programa Trabalho e Educação na rede Unitrabalho.
Profº Farid Eid – doutor em economia e gestão, campus de Abaetetuba – UFPA, PPG – economia da UFPA  e PITCPES – ICSA - UFPA
PRONINC
O Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (PRONINC) surge em 1997 com o objetivo de aliar conhecimento e capacidade existentes nas universidades para a instalação de empreendimentos solidários que gerem renda e trabalho. Para que as universidades façam parte deste programa é necessária a promoção de atividades em apoio à formação e ao desenvolvimento de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares e a realização de pesquisas e espaços de formação que possibilitem a consolidação de metodologias e estratégias e incubação.
Incubadora solidária
A Incubadora de Cooperativas Populares e Empreendimentos Solidários atua desde 2000 no desenvolvimento de projetos de incubação e assessoria de empreendimentos econômicos e solidários (EES).
Aliando a pesquisa, o ensino e a extensão na promoção de práticas de combate a exclusão e às desigualdades sociais, a Incubadora trabalha com diversos projetos que vão desde a agricultura e pesca até o artesanato, o turismo e o trabalho com materiais recicláveis.
Para além da incubação de EES, a incubadora trabalha com a capacitação de formadores e agentes de desenvolvimento em economia solidária e atualmente coordena o Centro de Formação em Economia Solidária da Região Norte.
Economia Solidária
A economia Solidária é um movimento que busca outra forma de economia, com práticas assentadas em valores humanos e éticos, de sustentabilidade dos ecossistemas e da criação de emprego e fonte de renda para responder aos problemas sociais gerados pelo atual modelo econômico.



 
Serviço:
Seminário de Lançamento do Programa Nacional de Incubadoras
Data: 16 e 17 de junho de 2011
Local: Auditório do ICSA - setor Profissional da Cidade Universitária José Silveira Netto, próximo ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA)
Hora: 8h às 18h                                                                                
Contato: 3201 7685
*Este material informativo foi produtizido pela Agência Cidadã de Comunicação, projeto de Extensão da Facom/UFPA. (91) 3201 8170/ agenciacidadaufpa@gmail.com